Workshop
 

 

Dia 10 de Julho de 2017, 16h30

 

O que nos diz um saco com folhas sobre o ribeiro que passa
Cristina Canhoto - Professora Auxiliar no DCV/FCTUC, Ana Lúcia Gonçalves e Sara Simões - Investigadoras no DCV/FCTUC

A maior parte das redes fluviais é composta por pequenos ribeiros. Nestes cursos de água, devido à sombra das árvores que os ladeiam, a produção primária é reduzida; as cadeias alimentares dependem das folhas fornecidas pelo ecossistema terrestre como fonte de nutrientes e energia. Uma vez na água, o material foliar é colonizado por fungos aquáticos que o tornam mais apetecível e nutritivo para os macroinvertebrados.
Nesta atividade, os participantes terão oportunidade de observar os protagonistas destas relações tróficas e de delinear protocolos e experiências para avaliar a qualidade e o funcionamento dos cursos de água; será dada particular relevância à importância da floresta para o bom estado ecológico dos ribeiros, dos cursos de água; será dada particular relevância à importância da floresta para o bom estado ecológico dos ribeiros.

Número máximo de participantes: 20



Participantes

 

1 Ana Filipa Loureiro da Silva Balancho
2 Anabela Henriques Diogo Ribeiro
3 Cristina Isabel Mendes Oliveira Dias
4 Gilda Mónica Duarte Fernandes
5 Maria Dulce da Costa Lopes Pinto
6 Maria Madalena Almeida Cerqueira da Silva

 

 

Engenharia Genética, edição de genomas e melhoramento de plantas
Pedro Fevereiro - ITQB – Plant Cell Biotechnology Laboratory

O melhoramento de plantas é uma actividade que se desenvolve desde a neolitização. Desde então a espécie humana interfere com a evolução natural das plantas, retirando do contexto selvagem aquelas espécies que têm mais potencial como produtoras de alimento, fibras, madeira e medicamentos, modificando-as através de vários processos mais ou menos empíricos, para ajustar as suas características às suas (da espécie humana) necessidades.
Neste processo as plantas sofreram modificações acentuadas, quer genotípicas, quer fenotípicas, e novas espécies apareceram, como o milho e o trigo, apenas para citar duas.
A transferência de características desejáveis para as culturas foi sempre um desejo perseguido pelo homem. A partir do século XIX desenvolveram-se métodos mais expeditos para realizar este desiderato. O melhoramento de plantas actual utiliza todos os conhecimentos da biologia das plantas que fomos adquirindo, incluindo o conhecimento da sequência dos genomas, para optimizar as características das plantas no sentido de se melhorar a sua produtividade e as suas qualidades. Existem várias ferramentas moleculares que permitem acelerar os processos de melhoramento. Actualmente, a engenharia genética e em particular a capacidade de edição dos genomas eucariotas, permite uma enorme precisão na transferência/aquisição de características desejáveis.
Existe uma grande confusão entre processos de melhoramento (que incluem a engenharia genética), os modos de produção agrícola e a inocuidade alimentar e ambiental das culturas melhoradas com estas tecnologias. Esta confusão gera controvérsias sociais, que infelizmente se estendem aos manuais do ensino básico e secundário em Portugal.
Este workshop pretende contextualizar os métodos de melhoramento molecular de plantas existentes e desmistificar a corrente “ambientalista” vigente de que os produtos destas tecnologias são prejudiciais.

Número máximo de participantes: 30



Participantes

 

1 Alberto Caeiro Pereira de Sousa
2 Carla Maria Esteves Martins
3 Célia Balbina de Melo Bastos
4 Célia Maria Rodrigues da Costa
5 Clara Maria Rodrigues Gonçalves
6 Isabel Marina Almeida Laranjeira
7 Maria de Fátima Lage Ribeiro
8 Mariana Isabel Vaz Carvalho
9 Sónia Sanchez Franco das Neves

 

 

Diversidade no Reino Fungi, da levedura ao cogumelo. Aplicações dos fungos à industria alimentar
Margarida Barata - Professora Auxiliar do DBV/FCUL e Egídia Azevedo - Professora do Ensino Secundário na área da Biologia

Observação de diversos exemplares de organismos pertencentes ao Reino Fungi, desde fungos microscópicos a macroscópicos, recorrendo à utilização de lupas e microscópios ópticos. Exploração de diversas aplicações dos fungos à alimentação e ou industria farmacêutica.

Número máximo de participantes: 20



Participantes

 

1 Maria de Lurdes Gamelas da Costa Prior
2 Maria do Céu Hermenegildo Maio
3 Paula Maria Dias de Paiva
4 Teresa Maria Batista Fonseca

 

 

O aroma das plantas. O que é e para que serve?
Ana Cristina Figueiredo - Professora Associada do DBV/FCUL, José Barroso - Professor Catedrático do DBV/FCUL e Luis Pedro - Professor Auxiliar do DBV/FCUL - (Monitoras:) Elsa Gonçalves e Cláudia Tavares

As plantas fazem parte integrante do nosso dia-a-dia, aos mais diversos níveis, alimentar, estético, medicinal, entre muitos outros. O aroma das plantas acompanha-nos, por exemplo, quando percorremos um esteval, no cheiro a relva acabada de cortar, ou no aroma de um rebuçado de funcho! Neste workshop abordar-se-á o que é o aroma das plantas, para que serve, e onde é produzido na planta, e como se pode extrair, para diferentes fins. Serão apresentadas atividades práticas que permitem, com diferentes graus de complexidade, extrair o aroma das plantas.

Número máximo de participantes: 16

As Plantas Também Adoecem
António Portugal, Isabel Conceição, Luís Fonseca e Joana Costa - Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra FitoLab, Laboratório de Fitossanidade do Instituto Pedro Nunes, Coimbra


A agricultura e a floresta têm uma importância muito relevante para o desenvolvimento sustentável em Portugal na sua vertente económica, social e ambiental. O Complexo Agro-Florestal representa cerca de 6% do PIB e em conjunto ocupam 70% do território continental. A proteção e o controlo de pragas e doenças das plantas têm tido um papel determinante na produção agroflorestal, não deixando de ser ainda hoje responsáveis por mais de 40% das perdas da produção.
Esta atividade pretende abordar e discutir aspetos relevantes para o contexto da fitossanidade – saúde das plantas. Numa primeira etapa será feita uma contextualização, seguida de discussão, sobre as principais pragas e doenças que afetam as principais fileiras agroflorestais nacionais, e quais os desafios colocados quer pela globalização do transporte de bens e pessoas, bem como pelas alterações climáticas.
Numa segunda fase, os participantes terão oportunidade de participar em três atividades com o objetivo de delinear protocolos e experiências a aplicar em contexto de sala, nomeadamente no âmbito dos temas “Produção de alimentos e sustentabilidade” e “Preservar e recuperar o meio ambiente”. Estas atividades têm como objetivo sensibilizar os alunos para a existência de organismos que estabelecem diversas relações com as plantas relacionado com a problemática da alimentação e uso de biocidas e de métodos alternativos no controlo de pragas.

Número máximo de participantes: 18



Participantes

 

1 António Manuel Santos Carriço Portugal
2 João Paulo Pereira Fidalgo
3 Margarida Isabel Rolim André Zoccoli
4 Maria do Carmo Matado Pato Alvarinho

 

 

Cherchez la femme ou como o tubo polínico encontra a oosfera
Jorge Canhoto - Professor Auxiliar do DCB/FCTUC

O grão de pólen é uma das mais interessantes estruturas biológicas. Trata-se do gametófito masculino, local onde se formam os gâmetas masculinos, transportados até à oosfera (la femme) pelo tubo polínico. Para além disso, os grãos de pólen podem ser utilizados para produzir plantas haplóides, são um interessante material de estudo para compreender a utilização das plantas por antigas civilizações, fazem parte do mel e têm um grande impacto em termos de saúde pública devido às alergias que podem provocar. No âmbito desta atividade serão realizados protocolos para visualização do crescimento do tubo polínico, será caracterizada a parede celular e isolado pólen do mel, metodologias que facilmente podem ser aplicadas em sala de aula.

Número máximo de participantes: 20



Participantes

 

1 Fernanda Maria Nunes Rosa Gonçalves de Abreu
2 Maria de Fátima Rodrigues Martins
3 Sylvie Martins de Jesus

 

 

Que vida há no solo?
Cristina Cruz - Professora Auxiliar do DBV/FCUL e Teresa Dias - Investigadora FCUL

Pretende-se com este workshop descobrir e identificar diferentes seres vivos existentes no solo (animais, plantas, microrganismos), com base em informação disponibilizada. Sempre que necessário, com recurso a lupas e microscópios para observações adequadas.

Número máximo de participantes: 20



Participantes

 

1 Daniela Margarida Lima Alves Fonseca
2 Luís Manuel Jesus Cunha Avelar
3 Maria Filomena Teixeira de Melo Rebelo
4 Maria Inês Cosmelli Carvalho
5 Sandra Rodrigues Pires
6 Sílvia Cristina Vieira Palma

 

Contactos:
4ei@casadasciencias.org