Título

Interação entre o recetor ACE2 da célula humana e as proteínas do tipo “spike” do vírus SARSCoV-2

Autor

Rui Rachão

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Descrição

A pandemia COVID-19, que, globalmente, ameaça a vida moderna, resulta da infeção viral de células humanas. O vírus, SARS-CoV-2 (Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2), chega até à célula a partir das suas proteínas “spike”, constituintes do invólucro lipídico, que interagem com recetores ACE2 (Angiotensin Converting Enzyme 2). Este tipo de recetores pertence a um sistema biológico mais abrangente conhecido por RAAS (Renin Angiotensin Aldosterone System), cuja função é regular a pressão sanguínea e controlar a quantidade de água corporal. Mesmo que esteja presente em todo o tipo de tecidos, o recetor ACE2 tem uma maior afluência em células derivadas do sistema respiratório. Depois de ancorado no recetor ACE2, o vírus funde com a célula humana, libertando partículas virais para o seu interior e provocando infeção celular. Através de processos genéticos, esta mesma célula é, grosso modo, reprogramada de forma a replicar mais vírus que posteriormente são lançados para o meio extracelular, com o propósito de infetar ainda mais células. É importante referir que os vírus não se conseguem reproduzir sozinhos, pelo que a sua dependência de, neste caso, recetores ACE2, é crucial para garantir a infeção da célula hospedeira e, consequentemente, a sua reprodução. Isto faz com que a inibição do recetor ACE2 seja um possível meio de combate ao vírus, conseguindo-se interromper o ciclo de vida do mesmo através do bloqueio do acesso ao recetor ACE2, que serviria de ponte entre o meio extra e intracelular.

Imagem renderizada com o software VMD.

Classificação

Localização

Data de Publicação

27 de Julho de 2020

Data de Realização

2020-07-01

Nº de visualizações

395

Resolução

2807px X 1574px

Formato

.png

Tipo De Imagem

Ilustrações

Licença de utilização Creative Commons CC BY-NC-SA 4.0

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